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Top 10 Melhores Carros do Salão de Antigos

Atualizado em 20/jun

Se você curte carros antigos, já ouviu falar do Salão Internacional de Carros Antigos de Águas de Lindóia — o encontro anual que reúne alguns dos modelos mais raros e mais bonitos da história do automobilismo. É o tipo de evento que faz qualquer apaixonado por quatro rodas parar tudo e ir até o interior de São Paulo só para ver essas obras-primas de perto.

Reunimos aqui os dez carros que mais chamam atenção no salão: desde ícones nacionais como o Fusca e o Opala até raridades mundiais que chegam a Águas de Lindóia vindas de coleções privadas. Cada um conta um pedaço da história do automóvel — e merece ser conhecido.

História e Evolução dos Carros Antigos

A paixão por carros antigos vai muito além da nostalgia. Esses veículos são registros vivos de como a engenharia automotiva evoluiu — cada detalhe de carroceria, cada escolha de motor e cada solução de suspensão reflete o que os engenheiros da época conseguiam imaginar e executar. O Salão Internacional de Carros Antigos existe exatamente para preservar esse acervo em movimento, reunindo colecionadores, mecânicos especializados e entusiastas que entendem o valor histórico de manter esses carros rodando.

Volkswagen Fusca

O Volkswagen Fusca é talvez o carro mais icônico da história automobilística mundial — e no Brasil essa relação é ainda mais intensa. Produzido originalmente na Alemanha a partir de 1938, chegou ao país em 1950 e se tornou sinônimo de mobilidade urbana por décadas. Ao longo da sua trajetória brasileira passaram pelo catálogo versões como o Fusca 1300, 1500, 1600, o Itamar (relançamento de 1993) e o New Beetle — cada uma com suas particularidades mecânicas que os colecionadores conhecem de cor. No salão, os exemplares restaurados revelam o capricho que vai muito além do que saiu de fábrica: pintura em camadas perfeitas, interior original preservado e motor no ponto. Para manter uma pintura assim, um bom polidor e cera de acabamento faz toda a diferença na conservação.

Chevrolet Opala

Lançado em 1968, o Opala foi um dos primeiros automóveis de luxo fabricados no Brasil. A proposta misturava a plataforma do Opel Rekord europeu com elementos visuais inspirados no Impala norte-americano — uma combinação que caiu no gosto do brasileiro rapidamente. A versão SS de 1971, com motor seis cilindros, é a mais desejada pelos colecionadores hoje e aparece com frequência nos estandes mais concorridos do salão. É impossível passar por um Opala SS bem restaurado sem parar para olhar.

Willys Interlagos

O Willys Interlagos tem um lugar especial na história automotiva brasileira: foi o primeiro carro esportivo produzido em série no país. Fabricado entre 1961 e 1966, usava carroceria em fibra de vidro sobre chassis de aço com motor de 1.0 litro capaz de desenvolver 70 cavalos — números modestos no papel, mas suficientes para um carro que pesava menos de 700 kg. Apenas 822 unidades foram produzidas, o que faz de qualquer exemplar em bom estado uma raridade genuína e um dos pontos altos de qualquer edição do salão.

Brasinca Uirapuru

O Brasinca Uirapuru foi uma das apostas mais ousadas da indústria automotiva nacional nos anos 1960. Esportivo brasileiro com motores Chevrolet, existia em duas versões: o GT 4200 — capaz de atingir 200 km/h segundo registros da época — e o GT 3000, um pouco mais contido mas igualmente elegante. Era, nas palavras dos que o viam rodar, um carro à frente do seu tempo. Problemas financeiros encerraram a produção em 1966, tornando os Uirapurus sobreviventes peças de museu com pernas.

Mercedes-Benz SL 300

O Mercedes-Benz SL 300 de 1954 é um dos carros mais belos já construídos. O motor seis cilindros de 215 cv, a aceleração de 0 a 100 km/h em 8,8 segundos e a velocidade máxima de 250 km/h eram números extraordinários para a época — mas o que mais marca qualquer pessoa que vê um SL 300 ao vivo são as portas estilo asa de gaivota, que se abrem para cima e deixam a plateia sem palavras. Interior em couro, acabamento refinado e presença que nenhum render digital consegue reproduzir.

Romi Isetta

A Romi Isetta é um marco na história industrial brasileira: foi o primeiro automóvel fabricado em série no país, com o lançamento oficial em 5 de setembro de 1956, resultado de uma parceria entre a brasileira Romi e a italiana Iso. O motor bicilíndrico de 13 cavalos, refrigerado a ar, era modesto — mas o projeto compacto e a porta dianteira que abria junto com o volante tornavam o Isetta uma solução criativa para a mobilidade urbana da época. Hoje, qualquer exemplar em estado preservado é uma raridade disputada entre colecionadores.

Chenard et Walcker

A francesa Chenard et Walcker foi fundada em 1898 e produziu automóveis até o final dos anos 1940, mas é pouco conhecida fora dos círculos de colecionismo europeu. Os modelos que aparecem no salão incluem o 1500 (produzido entre 1926 e 1930) e o T8 (1913 a 1926) — este último com oito cilindros e velocidade de cruzeiro em torno de 120 km/h, segundo registros da marca. Ver um Chenard et Walcker em Águas de Lindóia é um dos momentos que lembram que a história do automóvel é muito mais ampla do que os grandes nomes costumam sugerir.

Birkin

O Birkin nasceu da parceria entre Sir Henry Birkin e a Bentley nos anos 1920, resultando no lendário Birkin Blower — um carro construído com a filosofia de que leveza e velocidade andam juntas. A combinação de chassis Bentley com preparação Birkin produziu um dos automóveis mais rápidos e mais bonitos da sua era. Ver um Birkin ao vivo é uma daquelas experiências que ficam na memória: a esportividade pura, sem nenhum excesso moderno, só a mecânica exposta e a elegância britânica dos anos dourados das corridas.

Berloni

O Berloni é um daqueles carros que chamam atenção antes mesmo de você saber o nome. Fabricado na Itália entre 1948 e 1954, media cerca de 3,6 metros de comprimento, com carroceria arredondada e faróis grandes que lhe dão uma expressão quase caricata — no bom sentido. O design compacto não sacrificava o conforto interno, e a personalização dos exemplares hoje passa por retoques que preservam a originalidade enquanto tornam o carro ainda mais característico. É o tipo de peça que domina o estande onde está exposto.

Schwimmwagen 1944

O Schwimmwagen 1944 é um veículo anfíbio produzido pela Volkswagen durante a Segunda Guerra Mundial — e um dos mais inusitados de qualquer edição do salão. A carroceria em forma de barco permitia operação tanto em terra quanto na água, exibindo a engenharia alemã em condições extremas. Ver um Schwimmwagen em Águas de Lindóia é um lembrete de que a história do automóvel inclui capítulos que vão muito além das pistas e das estradas.

Perguntas frequentes

O que é o Salão de Antigos?

É o Salão Internacional de Carros Antigos de Águas de Lindóia, um evento anual realizado no interior de São Paulo que reúne colecionadores e entusiastas com alguns dos modelos mais raros e preservados da história do automobilismo mundial e brasileiro.

Quais são os carros mais famosos do Salão de Antigos?

Volkswagen Fusca e Chevrolet Opala lideram a lista nacional, mas o evento reúne raridades internacionais como o Mercedes-Benz SL 300, o Birkin Blower e o Schwimmwagen 1944. O Willys Interlagos e o Romi Isetta também aparecem como os maiores marcos da indústria automotiva brasileira.

Qual foi o primeiro carro fabricado em série no Brasil?

O Romi Isetta, com lançamento em 5 de setembro de 1956, resultado de uma parceria entre a brasileira Romi e a italiana Iso. Antes disso, a montagem no país era de peças importadas.

O Willys Interlagos foi realmente o primeiro carro esportivo brasileiro?

Sim, foi o primeiro esportivo produzido em série no país, fabricado entre 1961 e 1966 com carroceria de fibra de vidro e motor 1.0 de 70 cv. Apenas 822 unidades saíram de fábrica, tornando os exemplares existentes raridades de alto valor.

Como conservar um carro antigo para exposição?

Pintura, mecânica e interior são os três pilares. Na pintura, produtos de qualidade como ceras e selantes automotivos protegem o brilho e evitam a oxidação. Na mecânica, óleo correto e revisões periódicas garantem que o carro ainda rode. E um alarme automotivo discreto ajuda a proteger o investimento quando o carro não está sob vigilância direta.

Conclusão

Os carros do Salão de Antigos são mais do que veículos: são cápsulas de tempo que mostram onde a engenharia automotiva esteve e como chegamos onde chegamos. Do Romi Isetta de 13 cavalos ao Mercedes SL 300 com 215 cv, cada modelo conta uma história diferente — mas todas convergem para a mesma paixão.

Se você ainda não foi ao salão de Águas de Lindóia, coloca no calendário. E se quiser cuidar bem do seu próprio carro enquanto espera o evento, nossa seleção de melhores ceras automotivas e melhores alarmes automotivos tem o que você precisa.

Gabriel Tortorelli

Gabriel Tortorelli

Apaixonado por automóveis, fórmula 1 e aventuras sobre 4 rodas, Gabriel Tortorelli é consultor no segmento de super carros esportivos e de luxo, com vendas para todo o Brasil.

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20/jun

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